quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Who cares?

Caminho por aí porque não posso parar. Cabeça baixa, olhos fundos. Um dos pés mancos, talvez? A velha mochila carregada em um ombro só e do outro lado uma bandeira com todos os sonhos pintados. Venho de onde não acreditavam em meus sonhos. Enfim, encontrei quem acreditasse. Porém, não há vejo há dias... preciso mostrar nossa bandeira novamente. Não vou me importar em estourar o sapato, perder o salto, cair na sarjeta. Não vou pentear o cabelo, repousar por um momento, nem desistir da bandeira.

Oh, meu Deus. Isso dói tanto, lá no fundo, no fundo da minha cabeça...Mas eu não me importo. Não mesmo. Eu pintei meus sonhos, eu desenhei eles e encontrei sim, senhores com quem pintar mais e mais e mais e mais. Pouco me importa se a distância às vezes parece enorme. Eu sei que em pouco tempo eu verei a um palmo de distância.

Olhe! Tem um trem rápido passando...Passando...passando...passou. Quem se importa? Bebo um pouco da água que resta na mochila e sigo rumo ao horizonte. O horizonte que me aguarda cheio de cores e de amores. Saibam vocês: o deserto é cinza, branco e dói. Ah...como dói. Mas quem se importa? Estou chegando lá. Segunda-feira tudo está no seu lugar.

Who cares?

domingo, 9 de novembro de 2008

Once upon a time me.

domingo, 2 de novembro de 2008

E assim esse espaço se torna um infinito mundo de possibilidades para eu escrever. Sim, se torna possível escrever novamente aqui porque esse blog novamente tem um objetivo. Guardar meus pensamentos e todas as idéias que me vierem a mente para a agradável sensação de que qualquer um poderia ler mas ninguém se importa. Ou seja, ninguém (ou quase ninguém) lerá.

Talvez o amanhã venha, talvez não. Nunca terminei de escrever um livro, história ou qualquer coisa grande. Então que esse blog registre meus pensamentos e imbecilidades. Não, nenhum segredo... Creio que seja mais simples contar a alguém. Não preciso de um blog pra contar segredo algum, existe alguém que eu possa compartilhá-los.

Sendo infinitas as possibilidades de screver, comecemos falando sobre mim.
Eu, estudante. Quase dezoito anos sem ter definido o que é, porque é , de onde é, quando foi, blablabla.
Melhor, não falaremos de mim. Porque eu morro e renasco a cada minuto. Cada morte afunda uma nova idéia, cada renascer trás uma outra. Nos últimos tempos provavelmente morri e voltei muitas e muitas vezes. As idéias surgem na minha idéia, o medo, a dor, a felicidade, alegria, paixão tudo isso misturado. Já não sei como sentir e o que sentir. São tantas situações ao longo dos dias a me atingirem que fico perdido.

Tão perdido que minhas idéias estão numa enorme e pesada nuvem, prontos para se precipitarem e a chuva levar todos eles embora para que uma nova safra de pensamentos chegue. Ou talvez minha nuvem se solidifique mais ainda e meus pensamentos congelem minha cabeça até que um dia eu finalmente possa ter outros.

Talvez a idéia de que eu tenha pensamentos de momento e de que minhas idéias sejam voláteis me faz pensar que sou um imbecíl de mente fraca. Ao mesmo tempo penso que eu ao menos penso muito. Meu cérebro deve estar em atividade frequente. Não morrerá por falta de uso.

Pretendo me encontrar com meu eu passado, presente e futuro. Nós três temos muita coisa a conversar. Em algum lugar do tempo uma peça de mim se perdeu. Um dia eu busco.

Enquanto isso, divago.
E o único destino é morrer-morrer-morrer.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

À Rainha

Embora não se possa dar um significado exato ao amor,
A vontade de vê-la, de tê-la em meus braços,
De sentir o calor da sua pele e o gosto da tua boca,
A ansiedade nos instantes finais antes de nos encontrarmos,
A melodia da música que me remete ao teu nome,
As cartas e juras de amor que guardo na minha gaveta, mente e coração,
Ou os sorrisos espontâneos que te provoquei, que me provocaste,
O coração que bateu mais forte no primeiro beijo,
Ou a vontade de fazer qualquer coisa, mínima que seja, só pra agradá-la,
Isso me faz pensar que o que eu sinto por ti é o que chamam de amor
Mas afinal
O que é um nome comparado à todas as sensações e influência que sua presença cria sobre mim?
Não obstante, ele foi preenchido de segurança e coragem para seguir em frente.
Sem dúvida, o toque da mão dela na sua o tornava capaz de enfrentar quaisquer obstáculos.
Sim, sim. Era a mulher de sua vida.

E então ele sorriu desajeitadamente, como de costume.

domingo, 11 de maio de 2008

Pegue o passado, queime-o e deixe-o ir embora.